terça-feira, 15 de julho de 2008
96 milhões de mulheres. Apenas na região Norte
“Em 2006, havia cerca de 91 milhões de homens e 96 milhões de mulheres. Apenas na região Norte, o número de homens superava o de mulheres, o que não ocorria em 2005. Isso se deve ao fato de haver menos mulheres acima de 60 anos no Norte do país. Lá elas representavam 51,5% da população nessa faixa etária; nas demais regiões, as proporções eram mais elevadas: Sudeste (57,2%); Sul (55,9%); Nordeste (55,2%) e Centro-Oeste (52,5%).”( … )“As mulheres são maioria na população desocupada (cerca de 57,0%), e em muitos estados esse número ultrapassa 60,0%. Por faixa etária, o contingente de desocupados estava distribuído, em 2006, da seguinte forma: de 18 a 24 anos (36,7%), de 25 a 49 anos (43,3%), de 50 anos ou mais (6,5%).”(Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=977)
Dos dados acima, retirados do próprio site do IBGE,
Em 2006, temos cerca de 91 milhões de homens e 96 milhões de mulheres. Da população economicamente ativa (97,6 milhões de pessoas )
São 96 milhões de mulheres para apenas 9,6 milhões de “homens "
ou seja, 10 mulheres para cada homem !! incrivel ... ( copiado )
Dos dados acima, retirados do próprio site do IBGE,
Em 2006, temos cerca de 91 milhões de homens e 96 milhões de mulheres. Da população economicamente ativa (97,6 milhões de pessoas )
São 96 milhões de mulheres para apenas 9,6 milhões de “homens "
ou seja, 10 mulheres para cada homem !! incrivel ... ( copiado )
Camarões promove casamento coletivo de polígamos
Camarões promove casamento coletivo de polígamo
Objetivo do governo era garantir maior proteção legal às concubinas
O governo de Camarões organizou na capital do país, Yaoundé, um casamento em massa para mais de 50 casais, sendo que a maioria deles já vive em regime de poligamia.
Mais de mil convidados presenciaram a cerimônia, que foi realizada nos jardins do Museu Nacional, em Yaoundé, e foi totalmente financiada pelo governo.
Em um evento colorido, os casais tomaram seus assentos em grandes tendas enquanto a música tocava. Alguns dos casais estavam com os seus bebês durante o casamento.
Um homem de 47 anos contou que estava se casando com três mulheres diferentes na mesma cerimônia. "Tenho 17 filhos. Vivemos todos juntos, mas cada esposa tem a sua própria cozinha", disse.
Proteção legal
A primeira-dama do país, Chantal Biya, ofereceu presentes aos recém-casados, que eram em sua maioria muçulmanos.
A ministra da Promoção da Mulher e da Família de Camarões, Suzanne Bombak, disse que filhos de uniões dessa natureza passarão a ter maior proteção legal. Ela acrescentou que a iniciativa também ajuda a garantir os direitos das concubinas.
A expectativa da ministra era de que o evento encorajasse outras mulheres que não eram casadas, mas viviam com seus companheiros, a tentar casar legalmente.
Muitos casais preferiram não se casar, temendo que a união fosse custar um registro civil, cujo preço pode chegar a US$ 25 (cerca de R$ 53). ( reproduzido)
Objetivo do governo era garantir maior proteção legal às concubinas
O governo de Camarões organizou na capital do país, Yaoundé, um casamento em massa para mais de 50 casais, sendo que a maioria deles já vive em regime de poligamia.
Mais de mil convidados presenciaram a cerimônia, que foi realizada nos jardins do Museu Nacional, em Yaoundé, e foi totalmente financiada pelo governo.
Em um evento colorido, os casais tomaram seus assentos em grandes tendas enquanto a música tocava. Alguns dos casais estavam com os seus bebês durante o casamento.
Um homem de 47 anos contou que estava se casando com três mulheres diferentes na mesma cerimônia. "Tenho 17 filhos. Vivemos todos juntos, mas cada esposa tem a sua própria cozinha", disse.
Proteção legal
A primeira-dama do país, Chantal Biya, ofereceu presentes aos recém-casados, que eram em sua maioria muçulmanos.
A ministra da Promoção da Mulher e da Família de Camarões, Suzanne Bombak, disse que filhos de uniões dessa natureza passarão a ter maior proteção legal. Ela acrescentou que a iniciativa também ajuda a garantir os direitos das concubinas.
A expectativa da ministra era de que o evento encorajasse outras mulheres que não eram casadas, mas viviam com seus companheiros, a tentar casar legalmente.
Muitos casais preferiram não se casar, temendo que a união fosse custar um registro civil, cujo preço pode chegar a US$ 25 (cerca de R$ 53). ( reproduzido)
Psiquiatra derruba o mito da alma gêmea
Psiquiatra derruba o mito da alma gêmea
Com mais de quatro décadas de experiência clínica, o psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos que, nos últimos tempos, mudaram o perfil dos relacionamentos amorosos e, por sua vez, a sexualidade. Como, por exemplo, a pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição de novos vínculos familiares após uma relação malsucedida ou um divórcio. As reflexões sobre o amor ao longo desse tempo estão em seu 26º livro, Uma História do Amor... com Final Feliz. Na obra, lançada no final do mês passado, o psiquiatra ataca o amor romântico e promove uma nova leitura do individualismo, para ele entendido não como um descaso pelos outros, mas como uma maneira de aumentar o autoconhecimento. Assim, segundo ele, na sociedade contemporânea, não há espaço para a velha metáfora da “cara-metade”. Há sim, duas pessoas, diferentes, que não querem se igualar, mas pretendem manter um relacionamento. A receita para a felicidade é o conhecimento dessas particularidades. Ao desenvolver relacionamentos baseados no respeito à individualidade, Gikovate acredita que o casal cria laços que podem durar a vida toda. Entre os fatores que impedem a permanência dos velhos padrões de relacionamento, o psiquiatra aponta o novo papel da mulher. Os livros do psiquiatra já venderam mais de um milhão de exemplares. Flávio Gikovate esteve em Campinas para uma noite de autógrafos e conversou com a Agência Anhangüera de Notícias (AAN). Confira abaixo os principais trechos da entrevista. AAN - Fale um pouco sobre o seu livro Uma história do Amor... Com final Feliz. É o fim do amor romântico? Flávio Gikovate - O amor romântico é um tipo de sentimento que as pessoas passaram a ter, um homem e uma mulher, a partir de algum momento do século 19. É um tipo de ligação mais forte, imaturo, possessivo, que surgiu nesta época. Depois da diminuição da importância do clã e, a partir do momento em que os jovens saíram da área rural e vieram para a cidade, passaram a escolher sozinhos seus parceiros conjugais. Quem escolhia era a família. Então, essas escolhas passaram a ser entre opostos e isso era valorizado como uma coisa boa por parte da sociedade. Era uma idéia de complemento em que um passava a ser aquilo que faltava ao outro. E os dois, juntos, passavam a ser uma dupla mais forte para enfrentar as diversidades do mundo. Isso definia uma ligação muito exigente, muito cheia de cobranças, que não era difícil de ser respeitada em um mundo onde a vida era muito simples e também não existiam muitas alternativas de estilo de vida. E onde as pessoas ficavam juntas e faziam juntas todos os programas até porque não havia muitos programas para fazer. Há 150 anos, não havia luz elétrica. Não tinha automóvel, televisão, opções de lazer. E, mais do que isso, a figura feminina naquela época era considerada mais dócil e obediente. Oficialmente, era uma figura que não pensava. Imagine o que aconteceu depois da 2 Guerra Mundial, a autonomia financeira, profissional e emocional da mulher. Agora, a previsão é de que as mulheres vão ganhar, em média, mais do que os homens. O número de mulheres é maior do que o de homens na universidade. Isso complica a previsão de futuro. Houve um avanço terrível do espaço feminino. Dois cérebros para pensar. Um monte de opções de individualidade muito mais forte. Como o senhor define essa nova maneira de se relacionar? É uma maneira mais individualista, que respeita os avanços que aconteceram no mundo, ou seja, a partir do momento em que inventaram a televisão, o computador, automóveis e tantas outras variáveis, evidentemente, as pessoas têm muitas opções de ação e reação, homens e mulheres trabalham, são mais independentes, têm relações mais igualitárias e, naturalmente, existe uma necessidade de um respeito maior pelas diferenças. Então o senhor acredita que foi a mudança do papel feminino que levou a transformações na forma de se relacionar? Não. Acho que isso que começou a definir, na segunda metade dos anos 70, um maior número de divórcios. As pessoas passaram a ficar menos tolerantes para fazer concessões necessárias para viver em comum. Antes, as concessões eram fáceis de fazer porque elas não eram tão sofridas ou onerosas. A vida era muito diferente. A verdade é que o avanço tecnológico e as mudanças no modo de vida das pessoas as fizeram levar um outro tipo de relação entre homem e mulher. O senhor acredita que os relacionamentos melhoraram ou não? Antigamente, essa dependência caía bem até porque não havia necessidade de independência. Na verdade, hoje, o mundo moderno requer muito mais em termos de independência, individualidade. Requer muito mais em termos de maturidade emocional. Os casamentos não são fundados em oposição porque ninguém precisa do complemento, da força do outro para se virar. Os casamentos de boa qualidade, hoje, são baseados em afinidades e não em oposição. Hoje, não se fala mais em opostos que se atraem, pelo menos como se falava antigamente, em alma gêmea. Buscam-se afinidades, mas ainda se escolhe por opostos. Mas isso também é uma coisa que não vai durar porque, quando você escolhe uma pessoa que é muito diferente de você, pode encantar em um primeiro momento, vai irritar e encher o saco no momento seguinte. Com o tempo essas identidades opostas tornam-se mais gritantes? Sim, porque as pessoas estão mais individualistas. Mas isso é um sinal de maturidade maior. As pessoas estão mais capazes de se guiar por si mesmas. Estão mais auto-suficientes. Isso porque elas crescem em um mundo que tem mais entretenimento e afinidades para cada pessoa. Você não precisa mais depender de outras pessoas para se divertir e se entreter. E a tese da dependência emocional e financeira da mulher em relação ao homem vem diminuindo. O senhor acredita que esses novos valores de relacionamento suprem a solidão? A solidão vai ficando mais confortável. É mais fácil viver sozinho hoje do que antigamente. O que eu defendo não é o fim do amor. É o fim deste tipo de amor que chamamos de amor romântico, no qual somos uma metade que se completa com outra metade e se faz um inteiro. A idéia de que somos um inteiro e que nos sentimos um pouco incompletos quando estamos sozinhos e precisamos encontrar um outro parceiro, que vai ser um parceiro, um amigão, um companheiro com quem você vai jogar o jogo da vida em dupla. Talvez seja por isso que hoje as pessoas estão preferindo namorar ou até se casar, mas morarem em casas separadas... Acho que isso não vai vingar porque as pessoas não estão preferindo morar cada um na sua casa. Uma ou outra pessoa tenta isso como solução para ver se concilia amor e individualidade. Mas, na verdade, essa conciliação se faz pelo amadurecimento emocional e pelo fato de viverem juntas respeitando as diferenças. Se a minha mulher gosta de ópera e eu não gosto, ela vai à ópera e eu não. Nem ela tem de deixar de ir à opera porque eu não gosto e nem eu tenho que ir contra a minha vontade, só para fazer companhia a ela. Então, é uma relação respeitosa de diferenças, ao invés das concessões de antigamente. Não há necessidade nenhuma de viver grudado. As pessoas estão se adaptando a essas novas características dos relacionamentos? Há uma mudança no jeito de se relacionar para que a relação funcione e para que se possa reiventar o casamento para toda a vida. Se não for assim, vai todo mundo casar e, depois de três anos, descasar. Todo mundo fala que o número de casamentos está aumentando. É verdade, mas o número de divórcios também está crescendo. Esse novo modelo de relacionamento é um amadurecimento para os casais? Isso representa um ganho. Perde quem tem que trocar de parceiro a cada dez anos. Isso é ruim porque não há quem agüente, bolso que suporte e não há filho que tenha saúde mental depois. Tem que se reinventar um tipo de relacionamento que seja duradouro, que as relações possam voltar a ser legais e que possam durar a vida inteira. O senhor acredita que o amor, assim como a paixão, tem prazo de validade? Não. Se o amor for de qualidade, respeitoso, na qual as pessoas crescem juntas, o amor une. É um sentimento que provoca uma sensação de paz e aconchego. Não é o remédio para todos os males. É preciso que as pessoas tenham planos, projetos de vida juntas. Se o casal tiver de acordo em ter que discutir de uma maneira bacana, que não seja crítica, que não seja rebaixando um ao outro, sem brigas, pode durar a vida inteira. O senhor acredita que os gestos de gentileza e romantismo do início dos relacionamentos vão sobreviver? Isso não é romantismo. São rituais como mandar flores para a mulher, o que não é gentileza. Qualquer um pode pedir para a secretária fazer isso. Acho que o que vai sobreviver é a dedicação, um cuidar de fazer a vida do outro mais confortável. Isso, enquanto existir amor recíproco, também vai existir. O que vai desaparecer é esse negócio de um fazer as coisas para o outro e o outro não fazer nada. Essa via de mão dupla não existe entre opostos. Entre opostos é sempre um que dá e outro que recebe. E o que recebe é fácil de saber. No casal, é o que reclama mais. Quais são os avanços que ainda podem acontecer dentro de um relacionamento amoroso? A independência financeira cada vez maior da mulher. Por isso ela vai ficar cada vez mais exigente? Nós vamos ver se as mulheres ainda vão querer casar tanto como queriam antes. Quero ver como vai ficar a cabeça delas quando tiverem de pagar quase dois terços das contas. Por enquanto, o pouco que se tem disso, como no Japão, onde há mulheres nessas condições, elas não querem casar mais. Quando o homem paga a maior parte das contas, as mulheres acham bárbaro, mas veremos o que vai acontecer quando elas começarem a bancar as despesas. Todo mundo fala que a mulher é romântica e que o homem é mais prático, mas, na verdade, o casamento interessa muito mais para as mulheres. Se o homem fosse prático mesmo, não casava. Hoje, para mulher está igual. O homem sempre pôde namorar, ter vida sexual, nunca foi tão discriminado, sempre teve uma liberdade maior solteiro. Casou muito mais por amor, para constituir um núcleo familiar, agradar a mulher amada. A mulher só sossega quando leva o homem para o altar. Os casamentos de hoje são menos duradouros se comparados com os de antigamente? Hoje, são menos duradouros, mas isso não quer dizer nada, não quer dizer que os de antigamente eram de boa qualidade. Quer dizer que antigamente era mais difícil de separar. O divórcio antes era mais malvisto. Hoje, é mais fácil separar. No Brasil, a lei do divórcio só surgiu na década de 80. Antes, uma pessoa desquitada era discriminada socialmente. As crianças filhos de pais desquitados eram malvistas na escola. O senhor acha que o mundo hoje está preparado para entender esse novo formato de relacionamento? Muito mais hoje do que quando eu comecei a falar nisso, em 1977. Na época, todo mundo falava que eu era maluco. Hoje, esse meu livro está entre os 50 mais vendidos do País. Hoje, as pessoas me ouvem com muito mais simpatia. É um público maior e mais interessado nisso. O senhor acha que os casais hoje idealizam um relacionamento diferente? As pessoas estão querendo sempre as mesmas coisas: estabelecer relações duradouras e de longa vida, mas não sabem muito bem como. Aí que entra o amadurecimento emocional, e aprendendo um pouco mais sobre essas coisas do amor, porque, na verdade, esse meu livro é isso: tudo que o que eu pude aprender e colecionar sobre o amor desde que eu estava no útero da minha mãe. Quanto mais se conhece o assunto, maior a chance de acertar. Existe uma fórmula para amadurecer emocionalmente? O primeiro passo é não imaginar que o outro é o salvador da pátria, que é o médico para todos os seus males. Tem que imaginar que é um parceiro, um amigão, companheiro de viagem e não aquele que você vai colocar todos os seus sonhos e frustrações. Essa idéia de príncipe encantado tem que desaparecer. Tem que pensar que são dois seres humanos que vão construir uma história bonita.
( transcrito )
Com mais de quatro décadas de experiência clínica, o psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos que, nos últimos tempos, mudaram o perfil dos relacionamentos amorosos e, por sua vez, a sexualidade. Como, por exemplo, a pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição de novos vínculos familiares após uma relação malsucedida ou um divórcio. As reflexões sobre o amor ao longo desse tempo estão em seu 26º livro, Uma História do Amor... com Final Feliz. Na obra, lançada no final do mês passado, o psiquiatra ataca o amor romântico e promove uma nova leitura do individualismo, para ele entendido não como um descaso pelos outros, mas como uma maneira de aumentar o autoconhecimento. Assim, segundo ele, na sociedade contemporânea, não há espaço para a velha metáfora da “cara-metade”. Há sim, duas pessoas, diferentes, que não querem se igualar, mas pretendem manter um relacionamento. A receita para a felicidade é o conhecimento dessas particularidades. Ao desenvolver relacionamentos baseados no respeito à individualidade, Gikovate acredita que o casal cria laços que podem durar a vida toda. Entre os fatores que impedem a permanência dos velhos padrões de relacionamento, o psiquiatra aponta o novo papel da mulher. Os livros do psiquiatra já venderam mais de um milhão de exemplares. Flávio Gikovate esteve em Campinas para uma noite de autógrafos e conversou com a Agência Anhangüera de Notícias (AAN). Confira abaixo os principais trechos da entrevista. AAN - Fale um pouco sobre o seu livro Uma história do Amor... Com final Feliz. É o fim do amor romântico? Flávio Gikovate - O amor romântico é um tipo de sentimento que as pessoas passaram a ter, um homem e uma mulher, a partir de algum momento do século 19. É um tipo de ligação mais forte, imaturo, possessivo, que surgiu nesta época. Depois da diminuição da importância do clã e, a partir do momento em que os jovens saíram da área rural e vieram para a cidade, passaram a escolher sozinhos seus parceiros conjugais. Quem escolhia era a família. Então, essas escolhas passaram a ser entre opostos e isso era valorizado como uma coisa boa por parte da sociedade. Era uma idéia de complemento em que um passava a ser aquilo que faltava ao outro. E os dois, juntos, passavam a ser uma dupla mais forte para enfrentar as diversidades do mundo. Isso definia uma ligação muito exigente, muito cheia de cobranças, que não era difícil de ser respeitada em um mundo onde a vida era muito simples e também não existiam muitas alternativas de estilo de vida. E onde as pessoas ficavam juntas e faziam juntas todos os programas até porque não havia muitos programas para fazer. Há 150 anos, não havia luz elétrica. Não tinha automóvel, televisão, opções de lazer. E, mais do que isso, a figura feminina naquela época era considerada mais dócil e obediente. Oficialmente, era uma figura que não pensava. Imagine o que aconteceu depois da 2 Guerra Mundial, a autonomia financeira, profissional e emocional da mulher. Agora, a previsão é de que as mulheres vão ganhar, em média, mais do que os homens. O número de mulheres é maior do que o de homens na universidade. Isso complica a previsão de futuro. Houve um avanço terrível do espaço feminino. Dois cérebros para pensar. Um monte de opções de individualidade muito mais forte. Como o senhor define essa nova maneira de se relacionar? É uma maneira mais individualista, que respeita os avanços que aconteceram no mundo, ou seja, a partir do momento em que inventaram a televisão, o computador, automóveis e tantas outras variáveis, evidentemente, as pessoas têm muitas opções de ação e reação, homens e mulheres trabalham, são mais independentes, têm relações mais igualitárias e, naturalmente, existe uma necessidade de um respeito maior pelas diferenças. Então o senhor acredita que foi a mudança do papel feminino que levou a transformações na forma de se relacionar? Não. Acho que isso que começou a definir, na segunda metade dos anos 70, um maior número de divórcios. As pessoas passaram a ficar menos tolerantes para fazer concessões necessárias para viver em comum. Antes, as concessões eram fáceis de fazer porque elas não eram tão sofridas ou onerosas. A vida era muito diferente. A verdade é que o avanço tecnológico e as mudanças no modo de vida das pessoas as fizeram levar um outro tipo de relação entre homem e mulher. O senhor acredita que os relacionamentos melhoraram ou não? Antigamente, essa dependência caía bem até porque não havia necessidade de independência. Na verdade, hoje, o mundo moderno requer muito mais em termos de independência, individualidade. Requer muito mais em termos de maturidade emocional. Os casamentos não são fundados em oposição porque ninguém precisa do complemento, da força do outro para se virar. Os casamentos de boa qualidade, hoje, são baseados em afinidades e não em oposição. Hoje, não se fala mais em opostos que se atraem, pelo menos como se falava antigamente, em alma gêmea. Buscam-se afinidades, mas ainda se escolhe por opostos. Mas isso também é uma coisa que não vai durar porque, quando você escolhe uma pessoa que é muito diferente de você, pode encantar em um primeiro momento, vai irritar e encher o saco no momento seguinte. Com o tempo essas identidades opostas tornam-se mais gritantes? Sim, porque as pessoas estão mais individualistas. Mas isso é um sinal de maturidade maior. As pessoas estão mais capazes de se guiar por si mesmas. Estão mais auto-suficientes. Isso porque elas crescem em um mundo que tem mais entretenimento e afinidades para cada pessoa. Você não precisa mais depender de outras pessoas para se divertir e se entreter. E a tese da dependência emocional e financeira da mulher em relação ao homem vem diminuindo. O senhor acredita que esses novos valores de relacionamento suprem a solidão? A solidão vai ficando mais confortável. É mais fácil viver sozinho hoje do que antigamente. O que eu defendo não é o fim do amor. É o fim deste tipo de amor que chamamos de amor romântico, no qual somos uma metade que se completa com outra metade e se faz um inteiro. A idéia de que somos um inteiro e que nos sentimos um pouco incompletos quando estamos sozinhos e precisamos encontrar um outro parceiro, que vai ser um parceiro, um amigão, um companheiro com quem você vai jogar o jogo da vida em dupla. Talvez seja por isso que hoje as pessoas estão preferindo namorar ou até se casar, mas morarem em casas separadas... Acho que isso não vai vingar porque as pessoas não estão preferindo morar cada um na sua casa. Uma ou outra pessoa tenta isso como solução para ver se concilia amor e individualidade. Mas, na verdade, essa conciliação se faz pelo amadurecimento emocional e pelo fato de viverem juntas respeitando as diferenças. Se a minha mulher gosta de ópera e eu não gosto, ela vai à ópera e eu não. Nem ela tem de deixar de ir à opera porque eu não gosto e nem eu tenho que ir contra a minha vontade, só para fazer companhia a ela. Então, é uma relação respeitosa de diferenças, ao invés das concessões de antigamente. Não há necessidade nenhuma de viver grudado. As pessoas estão se adaptando a essas novas características dos relacionamentos? Há uma mudança no jeito de se relacionar para que a relação funcione e para que se possa reiventar o casamento para toda a vida. Se não for assim, vai todo mundo casar e, depois de três anos, descasar. Todo mundo fala que o número de casamentos está aumentando. É verdade, mas o número de divórcios também está crescendo. Esse novo modelo de relacionamento é um amadurecimento para os casais? Isso representa um ganho. Perde quem tem que trocar de parceiro a cada dez anos. Isso é ruim porque não há quem agüente, bolso que suporte e não há filho que tenha saúde mental depois. Tem que se reinventar um tipo de relacionamento que seja duradouro, que as relações possam voltar a ser legais e que possam durar a vida inteira. O senhor acredita que o amor, assim como a paixão, tem prazo de validade? Não. Se o amor for de qualidade, respeitoso, na qual as pessoas crescem juntas, o amor une. É um sentimento que provoca uma sensação de paz e aconchego. Não é o remédio para todos os males. É preciso que as pessoas tenham planos, projetos de vida juntas. Se o casal tiver de acordo em ter que discutir de uma maneira bacana, que não seja crítica, que não seja rebaixando um ao outro, sem brigas, pode durar a vida inteira. O senhor acredita que os gestos de gentileza e romantismo do início dos relacionamentos vão sobreviver? Isso não é romantismo. São rituais como mandar flores para a mulher, o que não é gentileza. Qualquer um pode pedir para a secretária fazer isso. Acho que o que vai sobreviver é a dedicação, um cuidar de fazer a vida do outro mais confortável. Isso, enquanto existir amor recíproco, também vai existir. O que vai desaparecer é esse negócio de um fazer as coisas para o outro e o outro não fazer nada. Essa via de mão dupla não existe entre opostos. Entre opostos é sempre um que dá e outro que recebe. E o que recebe é fácil de saber. No casal, é o que reclama mais. Quais são os avanços que ainda podem acontecer dentro de um relacionamento amoroso? A independência financeira cada vez maior da mulher. Por isso ela vai ficar cada vez mais exigente? Nós vamos ver se as mulheres ainda vão querer casar tanto como queriam antes. Quero ver como vai ficar a cabeça delas quando tiverem de pagar quase dois terços das contas. Por enquanto, o pouco que se tem disso, como no Japão, onde há mulheres nessas condições, elas não querem casar mais. Quando o homem paga a maior parte das contas, as mulheres acham bárbaro, mas veremos o que vai acontecer quando elas começarem a bancar as despesas. Todo mundo fala que a mulher é romântica e que o homem é mais prático, mas, na verdade, o casamento interessa muito mais para as mulheres. Se o homem fosse prático mesmo, não casava. Hoje, para mulher está igual. O homem sempre pôde namorar, ter vida sexual, nunca foi tão discriminado, sempre teve uma liberdade maior solteiro. Casou muito mais por amor, para constituir um núcleo familiar, agradar a mulher amada. A mulher só sossega quando leva o homem para o altar. Os casamentos de hoje são menos duradouros se comparados com os de antigamente? Hoje, são menos duradouros, mas isso não quer dizer nada, não quer dizer que os de antigamente eram de boa qualidade. Quer dizer que antigamente era mais difícil de separar. O divórcio antes era mais malvisto. Hoje, é mais fácil separar. No Brasil, a lei do divórcio só surgiu na década de 80. Antes, uma pessoa desquitada era discriminada socialmente. As crianças filhos de pais desquitados eram malvistas na escola. O senhor acha que o mundo hoje está preparado para entender esse novo formato de relacionamento? Muito mais hoje do que quando eu comecei a falar nisso, em 1977. Na época, todo mundo falava que eu era maluco. Hoje, esse meu livro está entre os 50 mais vendidos do País. Hoje, as pessoas me ouvem com muito mais simpatia. É um público maior e mais interessado nisso. O senhor acha que os casais hoje idealizam um relacionamento diferente? As pessoas estão querendo sempre as mesmas coisas: estabelecer relações duradouras e de longa vida, mas não sabem muito bem como. Aí que entra o amadurecimento emocional, e aprendendo um pouco mais sobre essas coisas do amor, porque, na verdade, esse meu livro é isso: tudo que o que eu pude aprender e colecionar sobre o amor desde que eu estava no útero da minha mãe. Quanto mais se conhece o assunto, maior a chance de acertar. Existe uma fórmula para amadurecer emocionalmente? O primeiro passo é não imaginar que o outro é o salvador da pátria, que é o médico para todos os seus males. Tem que imaginar que é um parceiro, um amigão, companheiro de viagem e não aquele que você vai colocar todos os seus sonhos e frustrações. Essa idéia de príncipe encantado tem que desaparecer. Tem que pensar que são dois seres humanos que vão construir uma história bonita.
( transcrito )
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Não seria justo um amparo legal
Os homossexuais reivindicam, ao meu ver com razão, o direito a união civil (o popular casamento). Se duas pessoas do mesmo sexo querem assumir um compromisso perante a lei, resguardar seus direitos como casal e etc, beleza, não cabe ao estado julgar isso, mas sim respeitar a vontade destes dois cidadãos. Cada um na sua: os caras casam, o estado não se mete e a igreja que se encarregue de mandar esses pecadores pro inferno.
Agora, se é para dar uma de liberal e romper um dogma religioso como esse em nome da “não intervenção estatal na vida particular de cada um”, nada mais justo do que abrir logo a porteira e autorizar outros tipos de uniões vitimadas pelo preconceito desta cultura conservadora cristã que prevalece em nosso país. Por isso levanto a bandeira da legalização da união civil poligâmica. Para o bem de nós todos, que sofremos com a imposição de ter que escolher apenas uma mulher (ou marido) de cada vez.
Normal em muitas culturas, aqui no Brasil a poligamia é mais rechaçada do que a união gay. A bigamia (ou poligamia) é considerada crime, com pena de 2 a 6 anos prevista no artigo 235 do Código Penal. Vejam só! Casar com 2 mulheres (ou 2 homens) é crime! Sentiram a diferença? O casamento homossexual não é permitido, mas também não leva ninguém pro xilindró.
Tudo isso sem qualquer apelo racional. É pura doutrina cultural e religiosa. Se homossexuais se defendem dizendo que isso é a opção por um estilo de vida que os agrada, os polígamos podem fazer o mesmo. Se os homossexuais apresentam evidências científicas para mostrar que este comportamento é observado em várias espécies, os polígamos podem fazer o mesmo.
Conheço dezenas de casais gays que vivem a sua vida normalmente. É claro que enfrentando uma dose de preconceito aqui e ali, mas nada que os impeça de “brincar de casinha” com tranqüilidade. A sociedade já se acostumou com esse modelo familiar e poucas pessoas ainda ficam escandalizadas com isso. Mas pense em uma família poligâmica. Você acha que as pessoas que optaram por este estilo de vida são tranqüilas? O preconceito é tão brutal que essas famílias nem mesmo são aparentes. A fofoca come solta e os olhares de reprovação da vizinhança são fartos. A grande maioria delas ficam ocultas, na clandestinidade, até porque se “saírem do armário” correm o risco de “brincar de casinha” na casa de detenção mais próxima.
Felizmente estamos chegando na época do “e daí?”, e isso é maravilhoso, cada um sabe o que é melhor para si. E daí se o cara gosta de tomar pirocada no rabo? E daí se a mina adora colar um velcro? E daí se Beltrano é tão pica-doce que consegue manter três mulheres em baixo do mesmo teto, todas felizes com aquela situação (sofrendo apenas com o preconceito feroz da porta para fora)?
Não seria justo um amparo legal para resguardar os direitos dessas famílias também, com todas aquelas questões de herança, pensão e etc, que os gays lutam? Aliás, os gays deveriam incluir a causa da união civil poligâmica em sua militância, porque se não estariam sendo hipócritas. Por que só vocês podem ter um casamento alegre? Por que a “promiscuidade” heterossexual não merece o amparo da lei?Garanto que com isso ganhariam muito mais apoio, sem falar que também seriam beneficiados. Imaginem um belo casamento entre 4 bissexuais, 2 homens e 2 mulheres. Isso sim que é arco-íris ( trancrito materia de 2005 )
Agora, se é para dar uma de liberal e romper um dogma religioso como esse em nome da “não intervenção estatal na vida particular de cada um”, nada mais justo do que abrir logo a porteira e autorizar outros tipos de uniões vitimadas pelo preconceito desta cultura conservadora cristã que prevalece em nosso país. Por isso levanto a bandeira da legalização da união civil poligâmica. Para o bem de nós todos, que sofremos com a imposição de ter que escolher apenas uma mulher (ou marido) de cada vez.
Normal em muitas culturas, aqui no Brasil a poligamia é mais rechaçada do que a união gay. A bigamia (ou poligamia) é considerada crime, com pena de 2 a 6 anos prevista no artigo 235 do Código Penal. Vejam só! Casar com 2 mulheres (ou 2 homens) é crime! Sentiram a diferença? O casamento homossexual não é permitido, mas também não leva ninguém pro xilindró.
Tudo isso sem qualquer apelo racional. É pura doutrina cultural e religiosa. Se homossexuais se defendem dizendo que isso é a opção por um estilo de vida que os agrada, os polígamos podem fazer o mesmo. Se os homossexuais apresentam evidências científicas para mostrar que este comportamento é observado em várias espécies, os polígamos podem fazer o mesmo.
Conheço dezenas de casais gays que vivem a sua vida normalmente. É claro que enfrentando uma dose de preconceito aqui e ali, mas nada que os impeça de “brincar de casinha” com tranqüilidade. A sociedade já se acostumou com esse modelo familiar e poucas pessoas ainda ficam escandalizadas com isso. Mas pense em uma família poligâmica. Você acha que as pessoas que optaram por este estilo de vida são tranqüilas? O preconceito é tão brutal que essas famílias nem mesmo são aparentes. A fofoca come solta e os olhares de reprovação da vizinhança são fartos. A grande maioria delas ficam ocultas, na clandestinidade, até porque se “saírem do armário” correm o risco de “brincar de casinha” na casa de detenção mais próxima.
Felizmente estamos chegando na época do “e daí?”, e isso é maravilhoso, cada um sabe o que é melhor para si. E daí se o cara gosta de tomar pirocada no rabo? E daí se a mina adora colar um velcro? E daí se Beltrano é tão pica-doce que consegue manter três mulheres em baixo do mesmo teto, todas felizes com aquela situação (sofrendo apenas com o preconceito feroz da porta para fora)?
Não seria justo um amparo legal para resguardar os direitos dessas famílias também, com todas aquelas questões de herança, pensão e etc, que os gays lutam? Aliás, os gays deveriam incluir a causa da união civil poligâmica em sua militância, porque se não estariam sendo hipócritas. Por que só vocês podem ter um casamento alegre? Por que a “promiscuidade” heterossexual não merece o amparo da lei?Garanto que com isso ganhariam muito mais apoio, sem falar que também seriam beneficiados. Imaginem um belo casamento entre 4 bissexuais, 2 homens e 2 mulheres. Isso sim que é arco-íris ( trancrito materia de 2005 )
terça-feira, 8 de julho de 2008
COMO SER A AQUI ????
Aliás, se, como se diz no artigo 1577º do Código Civil, o casamento é "o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", a discriminação legal é muito mais escandalosa relativamente aos homens e às mulheres que gostariam de casar, respectivamente, com mais de uma mulher e mais de um homem. Se a lei diz que o casamento é para constituir família, então mais rapidamente se deveria reconhecer o casamento polígamo do que o casamento entre pessoas do mesmo sexo.Claro que aqui a questão é de resolução relativamente fácil, pois existem no direito português as cláusulas da ordem pública e dos bons costumes que, em última análise, impedirão sempre o reconhecimento dos casamentos polígamos ou entre familiares directos. Mas essas cláusulas poderão igualmente ser invocadas para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E onde é que se traça a linha?Daí que, se juridicamente (em termos de direitos da pessoa enquanto pessoa) é até fácil fundamentar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, politicamente é muito mais fácil justificá-lo como uma questão de direitos de uma minoria que se identifica pela orientação sexual. Balizada assim a discussão, não entrarão em jogo aquelas consequências lógicas e não se assustará quem se pretende persuadir.
As complicações virão quando houver uma minoria audível e visível do polígamos.
As complicações virão quando houver uma minoria audível e visível do polígamos.
África do Sul discute legalização de poligamia para muçulmanos
África do Sul discute legalização de poligamia para muçulmanos
Lei sul-africana não reconhece casamento polígamo islâmico
A Justiça da África do Sul está analisando um caso que deve determinar se casamentos polígamos muçulmanos serão reconhecidos oficialmente no país.
Uma mulher sul-africana entrou com um processo judicial para ter direito à herança deixada pelo marido. Gabie Hassam foi a segunda mulher a se casar com ele.
Até agora, a lei sul-africana reconhece apenas os casamentos polígamos de crenças africanas, não os muçulmanos.
Hassam foi casada por 30 anos e teve quatro filhos com o marido. Mas depois que ele morreu, ela não pode herdar seus bens, porque era a segunda esposa, casada pela lei religiosa islâmica.
Agora, Hassam corre o risco de perder sua casa.
Segundo a especialista em assuntos religiosos da BBC, Frances Harrison, caso a Justiça sul-africana dê ganho de causa a Hassam, a decisão poderá abrir caminho para que milhares de viúvas de casamentos polígamos muçulmanos possam ter direito à herança deixada por seus maridos.
A correspondente da BBC afirma que grupos de defesa dos direitos das mulheres aguardam com expectativa a definição do caso e esperam que a lei seja revista, para incluir também os casamentos islâmicos.
Estima-se que cerca de um milhão de muçulmanos vivam na África do Sul.
Apenas recentemente a Justiça do país passou a reconhecer os casamentos realizados de acordo com as leis islâmicas, mas ainda não reconhece os casamentos polígamos islâmicos.
Em 1998, a Justiça africana passou a reconhecer os casamentos polígamos realizados de acordo com tradições africanas, em uma medida com o objetivo de proteger os direitos de mulheres e crianças em relação a propriedade.
Lei sul-africana não reconhece casamento polígamo islâmico
A Justiça da África do Sul está analisando um caso que deve determinar se casamentos polígamos muçulmanos serão reconhecidos oficialmente no país.
Uma mulher sul-africana entrou com um processo judicial para ter direito à herança deixada pelo marido. Gabie Hassam foi a segunda mulher a se casar com ele.
Até agora, a lei sul-africana reconhece apenas os casamentos polígamos de crenças africanas, não os muçulmanos.
Hassam foi casada por 30 anos e teve quatro filhos com o marido. Mas depois que ele morreu, ela não pode herdar seus bens, porque era a segunda esposa, casada pela lei religiosa islâmica.
Agora, Hassam corre o risco de perder sua casa.
Segundo a especialista em assuntos religiosos da BBC, Frances Harrison, caso a Justiça sul-africana dê ganho de causa a Hassam, a decisão poderá abrir caminho para que milhares de viúvas de casamentos polígamos muçulmanos possam ter direito à herança deixada por seus maridos.
A correspondente da BBC afirma que grupos de defesa dos direitos das mulheres aguardam com expectativa a definição do caso e esperam que a lei seja revista, para incluir também os casamentos islâmicos.
Estima-se que cerca de um milhão de muçulmanos vivam na África do Sul.
Apenas recentemente a Justiça do país passou a reconhecer os casamentos realizados de acordo com as leis islâmicas, mas ainda não reconhece os casamentos polígamos islâmicos.
Em 1998, a Justiça africana passou a reconhecer os casamentos polígamos realizados de acordo com tradições africanas, em uma medida com o objetivo de proteger os direitos de mulheres e crianças em relação a propriedade.
HOLANDA REALISA CASAMENTO POLIGAMO
NA Holanda ACONTECE O PRIMEIRO CASAMENTO POLIGAMO LEGAL
Informou “The Brussels Journal” que a Holanda registrou em cartório o primeiro casamento bígamo, e foi , de um homem e duas mulheres. Trata-se de uma “união civil” que foi aceita em virtude da própria lei que permite o “casamento” homossexual, sob forma de “acordo civil”. De fato uma otima conquista para Humanidade que abre os olhos para algo que não deve esta reprimido e apontado com preconceito, parabéns Holanda pela iniciativa corajosa. este Casamento abre as portas da Iguadade entre as pessoas por todo o Globo.
Informou “The Brussels Journal” que a Holanda registrou em cartório o primeiro casamento bígamo, e foi , de um homem e duas mulheres. Trata-se de uma “união civil” que foi aceita em virtude da própria lei que permite o “casamento” homossexual, sob forma de “acordo civil”. De fato uma otima conquista para Humanidade que abre os olhos para algo que não deve esta reprimido e apontado com preconceito, parabéns Holanda pela iniciativa corajosa. este Casamento abre as portas da Iguadade entre as pessoas por todo o Globo.
A lei de Moisés permitia a poligamia,
A lei menor dada a Moisés não somente permitia a poligamia, mas em pelo menos uma situação a ordenava: no caso de falecimento do esposo, a mulher deveria ser desposada pelo irmão do falecido, independente dele ser ou não já casado (Deut. 5:4-10).Os israelitas podiam ter famílias polígamas, mesmo sem as ordenanças de selamento, as quais só poderiam ser administradas caso o sacerdócio maior estivesse disponível ao povo. E - como você próprio corrretamente observou, Pedro - não estava.Durante o período em que Cristo viveu na terra, o casamento plural era ainda aceito pelo povo judeu, embora a lei romana, sob a qual viviam os judeus na Palestina, prevesse a monogamia. Não era comum a prática da poligamia, embora não houvesse uma restrição por parte dos líderes religiosos.Após sua expulsão da terra santa, aconteceram várias e grandes mudanças no modo de vida dos judeus, inclusive em sua organização familiar e religiosa. Já não haviam profetas entre os judeus e as decisões sobre procedimentos e crenças religiosas e sociais eram decididas pelos rabis (ou rabinos), que, por sua erudição, eram tidos como a autoridade da lei e podiam interpretar as escrituras ou adaptá-las às novas condições.No ano 1000 d.C., a prática da poligamia foi proibida entre os judeus por um édito do Rabi Gershom ben Judah, que na época vivia na Alemanha. Rabi Gershom provavelmente estava preocupado em atenuar o medo e o ódio que recebiam dos cristãos, os quais, na época, consideravam a poligamia como uma prática bárbara. Essa proibição foi assim considerada obrigatória e oficial para todos os judeus asquenazi (originários da Alemanha, Rússia, Europa oriental, etc.).No entanto, para muitos judeus sefaradi (originários da península ibérica e oriente médio), tal proibição não teve efeito algum, especialmente para aqueles que viviam em países de maioria muçulmana e que permitiam legalmente a poligamia.Em tempos modernos, muitos judeus sefaradi que migraram para Israel na década de 1950 e posteriormente, como os judeus iemenitas, por exemplo, tinham mais de uma esposa. Seguindo a proibição do Rabi Gershom, o moderno estado de Israel proibe a poligamia, embora haja algumas brechas na legislação que a possibilitem com a aprovação do rabinato de Israel.Ainda em anos recentes, houve a proposta de legalizar a poligamia em Israel, uma proposta defendida pelos rabis ortodoxos sefaradi que vêem a proibição da poligamia como uma concessão aos valores seculares ocidentais e que contradiz a lei judaica. Alguns casamentos polígamos ainda acontecem em Israel, celebrados por rabis que se opõe à proibição.Antônio
Líder checheno defende poligamia no país
Líder checheno defende poligamia no país
Kadyrov diz que há 10% mais mulheres do que homens
O governo da Chechênia disse que a poligamia deveria ser permitida no país, por causa da falta de homens causada pela guerra.
O primeiro-ministro interino, Ramzan Kadyrov, que é pró-Rússia, disse que a poligamia "é necessária para a Chechênia porque temos a guerra, e temos mais mulheres do que homens".
A lei russa estabelece a monogamia, mas a tradição islâmica permite que um homem tenha até quatro esposas.
Falando em uma rádio russa, Kadyrov disse que o número de mulheres é 10 por cento maior e que os homens deveriam poder escolher quantas esposas quisessem sem a interferência do Estado.
Interferência
"Cada homems decide por si mesmo como deve viver. Ele é o chefe, ele decide, tenho certeza de que não haverá interferência com sua vida pessoal", disse.
A posição é apoiada pelo vice-presidente do Parlamento russo, Vladimir Zhirinovsky.
Zhirinovsky, líder do ultranacionalista Partido Liberal Democrárico, disse que a poligamia deveria ser aplicada em toda a Rússia, porque "temos 10 milhões de mulheres solteiras".
Ele afirmou que vai propor uma emenda para o Parlamento
Kadyrov diz que há 10% mais mulheres do que homens
O governo da Chechênia disse que a poligamia deveria ser permitida no país, por causa da falta de homens causada pela guerra.
O primeiro-ministro interino, Ramzan Kadyrov, que é pró-Rússia, disse que a poligamia "é necessária para a Chechênia porque temos a guerra, e temos mais mulheres do que homens".
A lei russa estabelece a monogamia, mas a tradição islâmica permite que um homem tenha até quatro esposas.
Falando em uma rádio russa, Kadyrov disse que o número de mulheres é 10 por cento maior e que os homens deveriam poder escolher quantas esposas quisessem sem a interferência do Estado.
Interferência
"Cada homems decide por si mesmo como deve viver. Ele é o chefe, ele decide, tenho certeza de que não haverá interferência com sua vida pessoal", disse.
A posição é apoiada pelo vice-presidente do Parlamento russo, Vladimir Zhirinovsky.
Zhirinovsky, líder do ultranacionalista Partido Liberal Democrárico, disse que a poligamia deveria ser aplicada em toda a Rússia, porque "temos 10 milhões de mulheres solteiras".
Ele afirmou que vai propor uma emenda para o Parlamento
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Mulheres experimentam sexualidade sem rótulo
Mulheres experimentam sexualidade sem rótulo
Para psiquiatra, elas não limitam seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro.Decepção com ideal de romantismo pode explicar tendência comportamental.
Do G1, em São Paulo
Divulgação
Para psiquiatra, mulheres não limitam seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro
A sexualidade da mulher, desde a simbólica queima de sutiãs pelas feministas em maio de 1968, sempre foi um assunto polêmico. O inegável, no entanto, é que, com o passar dos anos, a mulher tem se permitido experimentar. Por conta disso, segundo o psiquiatra Jairo Bouer, é difícil identificar padrões ou tendências comportamentais do sexo feminino. Bouer é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP.Ao longo de sua carreira, Bouer se especializou em comportamento e sexualidade. Segundo ele, não é possível definir com exatidão se a mulher está mais aberta a novas experiências ou se sua “liberação” está apenas mais aparente. “Uma pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos, pelo Centro Nacional de Estatísticas em Saúde (NCHS, na sigla em inglês), mostra que 15% das universitárias, entre 19 e 24 anos, já tiveram relação homossexual. O interessante, porém, é que a maioria delas não se declara homossexual ou bissexual”, afirma.
De acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, além de homossexuais e heterossexuais podem existir diversas opções sexuais intermediárias. “Essa situação de experimento é muito mais antiga do que se pensa. O que mudou foi a forma de a sociedade enxergar essa diversidade, com menos preconceito”, diz. Ainda segundo Carmita, a orientação sexual não é uma escolha, mas um fator biopsicossocial, influenciado pela hereditariedade e pelas experiências de vida de cada um.
Anderson Borde/Ag News
Em show, cantora Preta Gil troca selinho com a amiga Ana Carolina
Sociedade moldada
Para Bouer, a flexibilidade de escolhas propiciada pelos novos moldes da sociedade tem feito com que a mulher não limite seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro. "Conheço casos de mulheres que foram casadas por anos com homens e depois de uma decepção, por exemplo, se apaixonaram por uma mulher. Depois do relacionamento homossexual pode acontecer de ela voltar a se relacionar com um homem”, diz Bouer. Um dos motivos que pode levar mulheres a ingressarem em uma relação afetiva e de prazer com outras mulheres, sem considerar-se predominantemente homossexual, pode ser o romantismo característico do sexo feminino. “Muitas vezes a mulher se cansa do espírito masculino e consegue lidar melhor com suas inibições sexuais se estiver se relacionando com outra mulher”, afirma Bouer. A cantora Preta Gil concorda. “Eu acho que a mulher está se permitindo experimentar e isso talvez aconteça por causa da decepção com o ideal de homem e de romantismo”, diz. Preta afirma, porém, que essas mudanças de comportamento podem ter aspectos negativos e positivos. “É bom porque a mulher passa a se conhecer melhor e pode ser ruim se for encarado apenas como um modismo”, diz ao G1.
Sexualidade contínua
Para Bouer, a tendência ao experimento não tem idade. “Tenho visto casos com mulheres de 14 a 50 anos. Entre as adolescentes é um pouco mais comum do que era há alguns anos, mas pode ser por conta de um menor preconceito, ou até por um certo modismo”, diz. “Isso reforça aquela história de que a sexualidade é contínua. Não existe apenas o ser heterossexual, homossexual ou bissexual. É possível não gostar igualmente da mesma coisa em todas as fases da vida. E vale lembrar que nem toda mulher está aberta a experimentar, e é exatamente essa liberdade de poder ou não querer algo que faz a diferença”, diz
Para psiquiatra, elas não limitam seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro.Decepção com ideal de romantismo pode explicar tendência comportamental.
Do G1, em São Paulo
Divulgação
Para psiquiatra, mulheres não limitam seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro
A sexualidade da mulher, desde a simbólica queima de sutiãs pelas feministas em maio de 1968, sempre foi um assunto polêmico. O inegável, no entanto, é que, com o passar dos anos, a mulher tem se permitido experimentar. Por conta disso, segundo o psiquiatra Jairo Bouer, é difícil identificar padrões ou tendências comportamentais do sexo feminino. Bouer é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP.Ao longo de sua carreira, Bouer se especializou em comportamento e sexualidade. Segundo ele, não é possível definir com exatidão se a mulher está mais aberta a novas experiências ou se sua “liberação” está apenas mais aparente. “Uma pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos, pelo Centro Nacional de Estatísticas em Saúde (NCHS, na sigla em inglês), mostra que 15% das universitárias, entre 19 e 24 anos, já tiveram relação homossexual. O interessante, porém, é que a maioria delas não se declara homossexual ou bissexual”, afirma.
De acordo com a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, além de homossexuais e heterossexuais podem existir diversas opções sexuais intermediárias. “Essa situação de experimento é muito mais antiga do que se pensa. O que mudou foi a forma de a sociedade enxergar essa diversidade, com menos preconceito”, diz. Ainda segundo Carmita, a orientação sexual não é uma escolha, mas um fator biopsicossocial, influenciado pela hereditariedade e pelas experiências de vida de cada um.
Anderson Borde/Ag News
Em show, cantora Preta Gil troca selinho com a amiga Ana Carolina
Sociedade moldada
Para Bouer, a flexibilidade de escolhas propiciada pelos novos moldes da sociedade tem feito com que a mulher não limite seus desejos necessariamente ao sexo do parceiro. "Conheço casos de mulheres que foram casadas por anos com homens e depois de uma decepção, por exemplo, se apaixonaram por uma mulher. Depois do relacionamento homossexual pode acontecer de ela voltar a se relacionar com um homem”, diz Bouer. Um dos motivos que pode levar mulheres a ingressarem em uma relação afetiva e de prazer com outras mulheres, sem considerar-se predominantemente homossexual, pode ser o romantismo característico do sexo feminino. “Muitas vezes a mulher se cansa do espírito masculino e consegue lidar melhor com suas inibições sexuais se estiver se relacionando com outra mulher”, afirma Bouer. A cantora Preta Gil concorda. “Eu acho que a mulher está se permitindo experimentar e isso talvez aconteça por causa da decepção com o ideal de homem e de romantismo”, diz. Preta afirma, porém, que essas mudanças de comportamento podem ter aspectos negativos e positivos. “É bom porque a mulher passa a se conhecer melhor e pode ser ruim se for encarado apenas como um modismo”, diz ao G1.
Sexualidade contínua
Para Bouer, a tendência ao experimento não tem idade. “Tenho visto casos com mulheres de 14 a 50 anos. Entre as adolescentes é um pouco mais comum do que era há alguns anos, mas pode ser por conta de um menor preconceito, ou até por um certo modismo”, diz. “Isso reforça aquela história de que a sexualidade é contínua. Não existe apenas o ser heterossexual, homossexual ou bissexual. É possível não gostar igualmente da mesma coisa em todas as fases da vida. E vale lembrar que nem toda mulher está aberta a experimentar, e é exatamente essa liberdade de poder ou não querer algo que faz a diferença”, diz
Cresce número de mulheres que iniciam vida sexual antes dos 15 anos
Cresce número de mulheres que iniciam vida sexual antes dos 15 anos
Em dez anos, o índice subiu de 11% para 32,6%, segundo estudo.Pesquisadores ouviram 15 mil mulheres em idade fértil e 5 mil crianças em todo país.
Em dez anos, mais mulheres decidiram ter relações sexuais mais cedo, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006 (PNDS), divulgada nesta quinta-feira (3).
O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e realizado com cerca de 15 mil mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) e 5 mil crianças com até 5 anos, entre novembro de 2006 e maio de 2007. A PNDS foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope ), a partir do trabalho do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com instituições parceiras. De acordo com o estudo, em 1996, 11% das entrevistadas informaram ter tido a primeira relação até os 15 anos. Dez anos depois, esse índice subiu para 32,6% das mulheres. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, 74% tiveram a primeira relação antes dos 20 anos. O total de jovens entre 15 e 19 anos que se declararam virgens caiu de 67,2% em 1996 para 44,8% em 2006. Ainda segundo a pesquisa, 64% das mulheres se encontram em união (36,7% formalmente e 27,3% informalmente), sendo apenas 25,8% solteiras.
Fecundidade
A precocidade na vida sexual resultou no rejuvenescimento do padrão reprodutivo. Em 1996, a média de idade das mulheres para o primeiro filho era de 22,4 anos. Em 2006, essa média passou a ser de 21 anos. O percentual de meninas grávidas aos 15 anos também subiu, passando de 3% para 5,8%. A fecundidade, no entanto, segundo a PNDS, localiza-se em níveis bastante baixos. Considerando o comportamento reprodutivo dos 36 meses anteriores à data da entrevista, a pesquisa indica que a taxa de fecundidade total localiza-se em torno de 1,8 filhos por mulher. Existe pouca diferenciação se considerado o local de residência, se urbano ou rural. Nestes casos, a taxa é de 1,76 e 1,99, respectivamente.
Acesso a contraceptivos
A PNDS aponta que a distribuição gratuita de métodos contraceptivos aumentou nos últimos dez anos. Nesse período, o percentual de mulheres que recorreram ao SUS para adquirir pílulas anticoncepcionais subiu de 7,8% para 21,3%. A informação sobre a realização ou não do pré-natal não pôde ser obtida para 15 dos 5.056 bebês nascidos vivos. Dentre as 5.041 gestações para as quais esta informação foi obtida, em apenas 1,3% nenhuma consulta de pré-natal foi realizada, sendo o maior percentual encontrado na Região Norte (3,9%), e o menor no Sudeste (0,2%).
No entanto, a realização de no mínimo seis consultas de pré-natal, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, ocorreu apenas em 77% das gestações. A melhor situação foi registrada na Região Sudeste (84,7%) e a mais insatisfatória na Região Norte (61%). Conforme esperado, o acesso ao pré-natal foi maior no meio urbano do que no rural, tanto na proporção de mulheres que não realizaram nenhuma consulta (0,8% no meio urbano e 3,6% no meio rural), quanto na realização de pelo menos seis consultas (80% e 66%, respectivamente).
Mercado de trabalho
No que diz respeito à situação da mulher no mercado de trabalho, com exceção das menores de 20 anos, mais de 75% delas já haviam tido algum tipo de trabalho. No entanto, para o total do país, apenas 54,2% das mulheres em idade reprodutiva declararam estar trabalhando no momento da entrevista.
O baixo nível de formalização do trabalho também é um problema enfrentado pelas mulheres, já que apenas 34,5% de todas as mulheres que trabalhavam na época da entrevista ou tinham trabalhado nos 12 meses anteriores à pesquisa tinham registro em carteira assinada. As mulheres menos escolarizadas foram as que, em maior proporção, nunca trabalharam ou não trabalharam no ano de referência; apresentaram uma menor proporção dentre as que estavam trabalhando no momento da pesquisa e as que apresentam o menor percentual de trabalho com carteira assinada.
Em dez anos, o índice subiu de 11% para 32,6%, segundo estudo.Pesquisadores ouviram 15 mil mulheres em idade fértil e 5 mil crianças em todo país.
Em dez anos, mais mulheres decidiram ter relações sexuais mais cedo, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher de 2006 (PNDS), divulgada nesta quinta-feira (3).
O estudo foi financiado pelo Ministério da Saúde e realizado com cerca de 15 mil mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) e 5 mil crianças com até 5 anos, entre novembro de 2006 e maio de 2007. A PNDS foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope ), a partir do trabalho do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com instituições parceiras. De acordo com o estudo, em 1996, 11% das entrevistadas informaram ter tido a primeira relação até os 15 anos. Dez anos depois, esse índice subiu para 32,6% das mulheres. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, 74% tiveram a primeira relação antes dos 20 anos. O total de jovens entre 15 e 19 anos que se declararam virgens caiu de 67,2% em 1996 para 44,8% em 2006. Ainda segundo a pesquisa, 64% das mulheres se encontram em união (36,7% formalmente e 27,3% informalmente), sendo apenas 25,8% solteiras.
Fecundidade
A precocidade na vida sexual resultou no rejuvenescimento do padrão reprodutivo. Em 1996, a média de idade das mulheres para o primeiro filho era de 22,4 anos. Em 2006, essa média passou a ser de 21 anos. O percentual de meninas grávidas aos 15 anos também subiu, passando de 3% para 5,8%. A fecundidade, no entanto, segundo a PNDS, localiza-se em níveis bastante baixos. Considerando o comportamento reprodutivo dos 36 meses anteriores à data da entrevista, a pesquisa indica que a taxa de fecundidade total localiza-se em torno de 1,8 filhos por mulher. Existe pouca diferenciação se considerado o local de residência, se urbano ou rural. Nestes casos, a taxa é de 1,76 e 1,99, respectivamente.
Acesso a contraceptivos
A PNDS aponta que a distribuição gratuita de métodos contraceptivos aumentou nos últimos dez anos. Nesse período, o percentual de mulheres que recorreram ao SUS para adquirir pílulas anticoncepcionais subiu de 7,8% para 21,3%. A informação sobre a realização ou não do pré-natal não pôde ser obtida para 15 dos 5.056 bebês nascidos vivos. Dentre as 5.041 gestações para as quais esta informação foi obtida, em apenas 1,3% nenhuma consulta de pré-natal foi realizada, sendo o maior percentual encontrado na Região Norte (3,9%), e o menor no Sudeste (0,2%).
No entanto, a realização de no mínimo seis consultas de pré-natal, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, ocorreu apenas em 77% das gestações. A melhor situação foi registrada na Região Sudeste (84,7%) e a mais insatisfatória na Região Norte (61%). Conforme esperado, o acesso ao pré-natal foi maior no meio urbano do que no rural, tanto na proporção de mulheres que não realizaram nenhuma consulta (0,8% no meio urbano e 3,6% no meio rural), quanto na realização de pelo menos seis consultas (80% e 66%, respectivamente).
Mercado de trabalho
No que diz respeito à situação da mulher no mercado de trabalho, com exceção das menores de 20 anos, mais de 75% delas já haviam tido algum tipo de trabalho. No entanto, para o total do país, apenas 54,2% das mulheres em idade reprodutiva declararam estar trabalhando no momento da entrevista.
O baixo nível de formalização do trabalho também é um problema enfrentado pelas mulheres, já que apenas 34,5% de todas as mulheres que trabalhavam na época da entrevista ou tinham trabalhado nos 12 meses anteriores à pesquisa tinham registro em carteira assinada. As mulheres menos escolarizadas foram as que, em maior proporção, nunca trabalharam ou não trabalharam no ano de referência; apresentaram uma menor proporção dentre as que estavam trabalhando no momento da pesquisa e as que apresentam o menor percentual de trabalho com carteira assinada.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
mulheres são a maioria nos concursos
mulheres são a maioria nos concurso
No mercado dos concursos é cada vez mais comum a presença de mulheres. Os proprietários de cursinhos avaliam que cerca de 50% dos alunos são do sexo feminino e, em média, 68% estão em idade entre 16 e 35 anos. Se antes a expectativa era ingressar no serviço público já com diploma de Ensino Superior, atualmente a esperança é ingressar logo no término do Ensino Médio.
Na avaliação de Wilson Granjeiro, proprietário do Obcursos, o fator se deve à possibilidade de a graduação ser financiada pela instituição na qual o servidor trabalha. “Ao contrário do setor privado, o público não exige experiência, busca pessoas mais jovens e o curso superior pode ser custeado pelo Governo, que só tem a ganhar com funcionários melhor preparados”, explica.
Bom para todos
Promissor para os concurseiros, para os proprietários de cursos e para os professores. O mercado dos concursos ajuda não apenas quem quer ingressar no serviço público, mas tem se tornado lucrativo e uma nova opção para os profissionais da educação. Coordenador do Vestcon, o professor Gladson Miranda avalia que o mercado cresce a cada dia e abre espaço para professores de diversas áreas. “O poder público não tem condições de parar os concursos. A demanda de estudantes em busca de aprendizado de qualidade é grande. Fica fácil formar turmas e ministrar um grande volume de aulas”, diz.
No mercado dos concursos é cada vez mais comum a presença de mulheres. Os proprietários de cursinhos avaliam que cerca de 50% dos alunos são do sexo feminino e, em média, 68% estão em idade entre 16 e 35 anos. Se antes a expectativa era ingressar no serviço público já com diploma de Ensino Superior, atualmente a esperança é ingressar logo no término do Ensino Médio.
Na avaliação de Wilson Granjeiro, proprietário do Obcursos, o fator se deve à possibilidade de a graduação ser financiada pela instituição na qual o servidor trabalha. “Ao contrário do setor privado, o público não exige experiência, busca pessoas mais jovens e o curso superior pode ser custeado pelo Governo, que só tem a ganhar com funcionários melhor preparados”, explica.
Bom para todos
Promissor para os concurseiros, para os proprietários de cursos e para os professores. O mercado dos concursos ajuda não apenas quem quer ingressar no serviço público, mas tem se tornado lucrativo e uma nova opção para os profissionais da educação. Coordenador do Vestcon, o professor Gladson Miranda avalia que o mercado cresce a cada dia e abre espaço para professores de diversas áreas. “O poder público não tem condições de parar os concursos. A demanda de estudantes em busca de aprendizado de qualidade é grande. Fica fácil formar turmas e ministrar um grande volume de aulas”, diz.
mulheres são maioria no setor de telemarketing
mulheres são maioria no setor de telemarketing
Carga horária reduzida é o que atrai trabalhadores que buscam tempo para estudos ou filhos. Pesquisa mostra que o setor contratou, só no ano passado, 76 mil funcionários com este perfil
Mulheres são maioria em Call Center
Segundo o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, cerca de 72,5% das pessoas que trabalham na área de telemarketing são jovens com idade entre 15 e 29 anos. De acordo com dados Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), em todo o País, só no ano passado, o setor contratou 750 mil funcionários diretos. Destes, 76% eram jovens e mulheres. O estudo aponta, ainda, que até 2010 chegue a 1 milhão o número de trabalhadores nesta área.
O que atrai essa grande quantidade de mulheres é a flexibilidade do horário, que permite a continuidade dos estudos. Em geral quem trabalha no setor tem uma carga horária reduzida, que em média é de 6 horas por dia. Isso permite que os trabalhadores possam dedicar mais tempo para os estudos, a casa ou os filhos.
Heloara Rodrigues Oliveira, 20 anos, acadêmica de Direito e operadora de telemarketing, diz que a carga horária de trabalho no Call Center possibilita que ela concilie trabalho e estudo. “A carga horária de 6 horas e 20 minutos possibilita que eu concilie faculdade, trabalho e ainda tendo tempo para estudar fora desses ambientes”, afirma Heloara. ( extraido )
Carga horária reduzida é o que atrai trabalhadores que buscam tempo para estudos ou filhos. Pesquisa mostra que o setor contratou, só no ano passado, 76 mil funcionários com este perfil
Mulheres são maioria em Call Center
Segundo o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, cerca de 72,5% das pessoas que trabalham na área de telemarketing são jovens com idade entre 15 e 29 anos. De acordo com dados Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), em todo o País, só no ano passado, o setor contratou 750 mil funcionários diretos. Destes, 76% eram jovens e mulheres. O estudo aponta, ainda, que até 2010 chegue a 1 milhão o número de trabalhadores nesta área.
O que atrai essa grande quantidade de mulheres é a flexibilidade do horário, que permite a continuidade dos estudos. Em geral quem trabalha no setor tem uma carga horária reduzida, que em média é de 6 horas por dia. Isso permite que os trabalhadores possam dedicar mais tempo para os estudos, a casa ou os filhos.
Heloara Rodrigues Oliveira, 20 anos, acadêmica de Direito e operadora de telemarketing, diz que a carga horária de trabalho no Call Center possibilita que ela concilie trabalho e estudo. “A carga horária de 6 horas e 20 minutos possibilita que eu concilie faculdade, trabalho e ainda tendo tempo para estudar fora desses ambientes”, afirma Heloara. ( extraido )
MULHERES SÃO MAIORIA
População brasileira atinge 183,9 milhões e mulheres são maioria
RIO DE JANEIRO - O Brasil tem 183.987.291 milhões de habitantes, com mais mulheres do que homens, informou o IBGE nesta sexta-feira. O número significa cerca de 3 milhões de habitantes a menos do que a previsão inicial do instituto, de 187 milhões. "O Brasil tem menos brasileiros do que imaginávamos e o número de habitantes está crescendo em ritmo menor", disse o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Eduardo Nunes, a jornalistas. Segundo o IBGE, o crescimento da população brasileira encolheu nas últimas décadas em razão da redução da fecundidade e do envelhecimento dos habitantes.
No último censo, em 2000, o país tinha 169.799.170 milhões de habitantes, com 3,92 pessoas por domicílio. A média atual é de 3,54. Na década de 90, a taxa de crescimento da população era de 1,64 por cento ao ano, já entre 2000 e 2007 o ritmo recuou para 1,2 por cento ao ano. "A população continuará crescendo em termos absolutos até 2050, 2060, porém com a redução da fecundidade, a população deve atingir o seu pico com 260 milhões de habitantes e depois começará a decrescer", frisou o presidente do IBGE.
CENTENÁRIOS O IBGE constatou ainda que há mais mulheres no Brasil do que homens em relação ao censo de 2000. Para cada 100 mulheres, há 99,6 homens no país. Há sete anos havia um equilíbrio , enquanto a Paraíba é o que tem mais mulheres (100 para cada 94,6 homens).
De acordo com a pesquisa, o Brasil tem 11.442 pessoas com 100 anos ou mais de idade. Deste total, 7.950 são mulheres e 3.472, homens.
Há uma maior concentração de idosos em capitais como São Luís (MA), Natal (RN), Maceió (AL) e Manaus (AM). (Reportagem de Rodrido Viga Gaier)
GERAL, IBGE, POPULACAO
GERAL; IBGE; POPULACAO";
RIO DE JANEIRO - O Brasil tem 183.987.291 milhões de habitantes, com mais mulheres do que homens, informou o IBGE nesta sexta-feira. O número significa cerca de 3 milhões de habitantes a menos do que a previsão inicial do instituto, de 187 milhões. "O Brasil tem menos brasileiros do que imaginávamos e o número de habitantes está crescendo em ritmo menor", disse o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Eduardo Nunes, a jornalistas. Segundo o IBGE, o crescimento da população brasileira encolheu nas últimas décadas em razão da redução da fecundidade e do envelhecimento dos habitantes.
No último censo, em 2000, o país tinha 169.799.170 milhões de habitantes, com 3,92 pessoas por domicílio. A média atual é de 3,54. Na década de 90, a taxa de crescimento da população era de 1,64 por cento ao ano, já entre 2000 e 2007 o ritmo recuou para 1,2 por cento ao ano. "A população continuará crescendo em termos absolutos até 2050, 2060, porém com a redução da fecundidade, a população deve atingir o seu pico com 260 milhões de habitantes e depois começará a decrescer", frisou o presidente do IBGE.
CENTENÁRIOS O IBGE constatou ainda que há mais mulheres no Brasil do que homens em relação ao censo de 2000. Para cada 100 mulheres, há 99,6 homens no país. Há sete anos havia um equilíbrio , enquanto a Paraíba é o que tem mais mulheres (100 para cada 94,6 homens).
De acordo com a pesquisa, o Brasil tem 11.442 pessoas com 100 anos ou mais de idade. Deste total, 7.950 são mulheres e 3.472, homens.
Há uma maior concentração de idosos em capitais como São Luís (MA), Natal (RN), Maceió (AL) e Manaus (AM). (Reportagem de Rodrido Viga Gaier)
GERAL, IBGE, POPULACAO
GERAL; IBGE; POPULACAO";
quarta-feira, 2 de julho de 2008
MONOGAMIA - E - POLIGAMIA
MONOGAMIA - E - POLIGAMIANesse assunto, vemos no mínimo o silêncio bíblico e, portanto o do próprio Deus, no sentido de ordens, determinações, ou mesmo proibições, em relação à BIGAMIA ouPOLIGAMIA, que se tornaram um “bicho papão” para as diversas denominações religiosas, influenciando o poder público no sentido de criar leis que estabeleçam aMONOGAMIA, como o único caminho correto. Pelo contrário, temos poucos países no mundo moderno, que reconhecem e oficializam mais de um casamento para o homem. Contrário a essa tendência hodierna, vemos na Bíblia, a normatização quando um homem tivesse mais de uma esposa;A) – “Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento, o vestido e a obrigação marital” (que pode ser entendido como: Sexual).........Êxodo 21:7 a 10;B) – “Quando o homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza e o primogênito for da desprezada, ... ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito”................................................... Deuteronômio 21:15 a 17 (Veja que aqui regulamente o direito do primogênito, mas não proíbe 2 mulheres).Analisemos vários exemplos de homens que tiveram mais de uma esposa, todos registrados na Bíblia;1 – ABRAÃO: Teve Sara e Agar, e também concubinas.......Gên. 16 e 25:6 Se Deus conversava com Abraão, porque nunca o corrigiu nisso?2 – JACÓ/ISRAEL: Casa com Lea, depois com Raquel, e toma suas servas como concubinas (Gênesis 35:22) e Deus continuou se comunicando com ele, conforme lemos em Gênesis 31:3, 32:1 e 46:3 e 4.Se Deus se comunicava direto com Jacó, porque nunca o repreendeu pela POLIGAMIA?3 – Moises casou com outra (Além de Zípora com quem tinha dois filhos, conforme Êxodo 2:21 e 22), com a mulher cusita, conforme Números 12.Se Deus falava com Moises cara a cara, conforme o capítulo 12 de Números, porque no incidente da rebelião de Arão e Mirian, não repreendeu Moisés, mas só seus irmãos que o estavam criticando?4 - Salomão: Este foi sem dúvida alguma, o campeão em número de mulheres entre esposas e concubinas, que totalizavam 1.000. Seu erro foi o número de mulheres? Respondemos: Conforme os relatos em I Reis 11:1 a 13, e II Reis 23:13, vemos que seu pecado pelo qual foi advertido por Deus, foi a “IDOLATRIA” e não a poligamia.5 – Davi, pai de Salomão, rei de Israel – o “HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO de DEUS”, quando reinou em hebrom, tinha seis (6) esposas, conforme encontramos em II Samuel 3:14, mais Mical, filha de Saul, e quando mudou seu governo para Jerusalém, teve mais mulheres e concubinas, conforme os relatos encontrados, em II Samuel 5:13 e II Samuel 11, mais Bate Seba, a mulher de Urias.Perguntamos: A advertência que ele recebeu de Deus através do profeta Natã foi pela poligamia?Respondemos: NÂO. – Foi advertido pelo adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias, marido dela.** Podemos ser argüido então: Mas a partir da segunda esposa ele já não estava vivendo em ADULTÉRIO ? Então O QUE É ADULTÉRIO? Não é manter relações sexuais com uma mulher com a qual não é casado, ou com outra mulher além da esposa ? Respondemos: A Bíblia nos responde, com Levítico 20:10, e Jeremias 29:23.CONCLUSÃO: Adultério para o Homem é manter relações com mulher de outro homem (casada, portanto); Adultério para a mulher, é quando é casada, e se relaciona com outro homem (além de seu marido).6 – O sacerdote Joiada, deu ao rei Joas duas esposas. II Crônicas 24:3 Perguntamos: Qual foi o pecado de Joás?Respondemos: Idolatria (Não bigamia) – II Crônicas 24:18OBS: 1- Os pecados e seus castigos para Israel, foram por causa da idolatria, conforme encontramos em II Crônicas 7:22.OBS. 2 – Se a bigamia ou poligamia fossem pecado;A) – Porque Deus incluiu o mandamento “Não terás mais de uma esposas?B) – Porque Deus não advertiu; Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Salomão, Gideão, e outros, que eram bígamos ou polígamos, com os quais Ele se comunicava diretamente ou por profetas?OBS. 3 – Porque o ponto alto em todo o Velho Testamento, foi o de advertência quanto à IDOLATRIA, e não a Poligamia?assunto, vemos no mínimo o silêncio bíblico e, portanto o do próprio Deus, no sentido de ordens, determinações, ou mesmo proibições, em relação à BIGAMIA ouPOLIGAMIA, que se tornaram um “bicho papão” para as diversas denominações religiosas, influenciando o poder público no sentido de criar leis que estabeleçam aMONOGAMIA, como o único caminho correto. Pelo contrário, temos poucos países no mundo moderno, que reconhecem e oficializam mais de um casamento para o homem. Contrário a essa tendência hodierna, vemos na Bíblia, a normatização quando um homem tivesse mais de uma esposa;A) – “Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento, o vestido e a obrigação marital” (que pode ser entendido como: Sexual).........Êxodo 21:7 a 10;B) – “Quando o homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza e o primogênito for da desprezada, ... ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito”................................................... Deuteronômio 21:15 a 17 (Veja que aqui regulamente o direito do primogênito, mas não proíbe 2 mulheres).Analisemos vários exemplos de homens que tiveram mais de uma esposa, todos registrados na Bíblia;1 – ABRAÃO: Teve Sara e Agar, e também concubinas.......Gên. 16 e 25:6 Se Deus conversava com Abraão, porque nunca o corrigiu nisso?2 – JACÓ/ISRAEL: Casa com Lea, depois com Raquel, e toma suas servas como concubinas (Gênesis 35:22) e Deus continuou se comunicando com ele, conforme lemos em Gênesis 31:3, 32:1 e 46:3 e 4.Se Deus se comunicava direto com Jacó, porque nunca o repreendeu pela POLIGAMIA?3 – Moises casou com outra (Além de Zípora com quem tinha dois filhos, conforme Êxodo 2:21 e 22), com a mulher cusita, conforme Números 12.Se Deus falava com Moises cara a cara, conforme o capítulo 12 de Números, porque no incidente da rebelião de Arão e Mirian, não repreendeu Moisés, mas só seus irmãos que o estavam criticando?4 - Salomão: Este foi sem dúvida alguma, o campeão em número de mulheres entre esposas e concubinas, que totalizavam 1.000. Seu erro foi o número de mulheres? Respondemos: Conforme os relatos em I Reis 11:1 a 13, e II Reis 23:13, vemos que seu pecado pelo qual foi advertido por Deus, foi a “IDOLATRIA” e não a poligamia.5 – Davi, pai de Salomão, rei de Israel – o “HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO de DEUS”, quando reinou em hebrom, tinha seis (6) esposas, conforme encontramos em II Samuel 3:14, mais Mical, filha de Saul, e quando mudou seu governo para Jerusalém, teve mais mulheres e concubinas, conforme os relatos encontrados, em II Samuel 5:13 e II Samuel 11, mais Bate Seba, a mulher de Urias.Perguntamos: A advertência que ele recebeu de Deus através do profeta Natã foi pela poligamia?Respondemos: NÂO. – Foi advertido pelo adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias, marido dela.** Podemos ser argüido então: Mas a partir da segunda esposa ele já não estava vivendo em ADULTÉRIO ? Então O QUE É ADULTÉRIO? Não é manter relações sexuais com uma mulher com a qual não é casado, ou com outra mulher além da esposa ? Respondemos: A Bíblia nos responde, com Levítico 20:10, e Jeremias 29:23.CONCLUSÃO: Adultério para o Homem é manter relações com mulher de outro homem (casada, portanto); Adultério para a mulher, é quando é casada, e se relaciona com outro homem (além de seu marido).6 – O sacerdote Joiada, deu ao rei Joas duas esposas. II Crônicas 24:3 Perguntamos: Qual foi o pecado de Joás?Respondemos: Idolatria (Não bigamia) – II Crônicas 24:18OBS: 1- Os pecados e seus castigos para Israel, foram por causa da idolatria, conforme encontramos em II Crônicas 7:22.OBS. 2 – Se a bigamia ou poligamia fossem pecado;A) – Porque Deus incluiu o mandamento “Não terás mais de uma esposas?B) – Porque Deus não advertiu; Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Salomão, Gideão, e outros, que eram bígamos ou polígamos, com os quais Ele se comunicava diretamente ou por profetas?OBS. 3 – Porque o ponto alto em todo o Velho Testamento, foi o de advertência quanto à IDOLATRIA, e não a Poligamia? ( extraido )
O conceito de infidelidade
O conceito de infidelidade, embora também existente entre os índios, é tratado com muito mais condescendência do que entre nós, o que pressupõe uma compreensão maior das necessidades sexuais humanas. Um exemplo disto é o fato de existirem diferentes tipos de casamentos, que implicam em contratos diferenciados. O casamento considerado comum entre os Kayapós, por exemplo, ocorre quando ambos os noivos já são iniciados sexualmente. Promove-se uma festa na qual rapazes e moças formam semicírculos de fronte uns para os outros. A pajé (mulher) manda a moça escolher um marido. Ela então indica o rapaz de sua preferência. Neste tipo de relacionamento não há obrigação de fidelidade conjugal para nenhum dos dois, até que resolvam consolidar o casamento com um filho. É uma espécie de casamento experimental. As mulheres kayapó com o casamento consolidado são respeitadas ou poupadas. Mas, ainda assim, os casais com filhos podem trocar de parceiros se houver uma sólida amizade: o amigo dele será chamado de ikamu (irmão) e a amiga dela será inikiê (irmã). A troca é anunciada publicamente pelos dois para dar uma satisfação à sociedade. Isto demonstra uma maturidade social muito maior do que o nosso adultério às escondidas (que ocorre apenas porque não admitimos a necessidade natural da poligamia). Os ikamu se despedem dos companheiros, indo para a casa do amante. A experiência pode durar meses. , embora também existente entre os índios, é tratado com muito mais condescendência do que entre nós, o que pressupõe uma compreensão maior das necessidades sexuais humanas. Um exemplo disto é o fato de existirem diferentes tipos de casamentos, que implicam em contratos diferenciados. O casamento considerado comum entre os Kayapós, por exemplo, ocorre quando ambos os noivos já são iniciados sexualmente. Promove-se uma festa na qual rapazes e moças formam semicírculos de fronte uns para os outros. A pajé (mulher) manda a moça escolher um marido. Ela então indica o rapaz de sua preferência. Neste tipo de relacionamento não há obrigação de fidelidade conjugal para nenhum dos dois, até que resolvam consolidar o casamento com um filho. É uma espécie de casamento experimental. As mulheres kayapó com o casamento consolidado são respeitadas ou poupadas. Mas, ainda assim, os casais com filhos podem trocar de parceiros se houver uma sólida amizade: o amigo dele será chamado de ikamu (irmão) e a amiga dela será inikiê (irmã). A troca é anunciada publicamente pelos dois para dar uma satisfação à sociedade. Isto demonstra uma maturidade social muito maior do que o nosso adultério às escondidas (que ocorre apenas porque não admitimos a necessidade natural da poligamia). Os ikamu se despedem dos companheiros, indo para a casa do amante. A experiência pode durar meses. Nas sociedades indígenas brasileiras, as mulheres se igualam aos homens em todos os sentidos. As restrições a certos tipos de atividades possuem raízes mitológicas apenas, e estão relacionadas ciclicamente a lendas e rituais. Outro exemplo interessante é dos Wáiwái, Parikotó e Taruma. Em determinada época do ano os homens têm de abandonar a aldeia "porque suas esposas ficam brabas". Elas se tornam mulheres guerreiras: pintam-se e usam adornos e armas. Depois os homens aproximam-se desarmados tocando flautas e muito bem enfeitados como se viessem de regiões longínquas. As guerreiras os recepcionam. Eles exibem-se com danças e competições para mostrar vigor e serem escolhidos como amantes. Mais tarde elas oferecem presentes e, então, eles vão embora. A poligamia também acontece em algumas tribos, como, por exemplo, a dos Yanomami, que praticam a poligamia normalmente com a irmã ou prima da esposa.Fonte: O Amor Entre os Índios. Geográfica Universal, nº 240, Jan/1995. Bloch Editores, Rio de Janeiro - RJ.
Os Batistas Tentaram Instituir o Direito da Poligamia
Os Batistas Tentaram Instituir o Direito da Poligamia A única denominação evangélica surgida juntamente com as duas outras no tempo da Reforma que ousou adotar a poligamia foi a batista. O seu bispo geral João de Leyden (Jan Bockelson), na cidade Munster na Alemanha além de sua primeira esposa Divara teve outras dezesseis. Filho de um comerciante de Leiden, era alfaiate antes de se juntar ao movimento holandês radical de anabatistas como um discípulo de Matthys. Em 1533 os dois como pregadores anabatistas planejaram uma revolta civil contra as autoridades religiosas em Munster, na Alemanha. Foram recebidos como messias de Deus e proclamaram a cidade como a Nova Jerusalém. Mas pecaram contra o direito de propriedade individual. Qualquer bem deixou de existir. Dinheiro, jóias e bens de valor foram entregues aos chefes. Tudo se tornou coletivo. Pecaram também contra a liberdade de pensamento. Todos os livros, exceto a Bíblia, foram queimados. Os católicos e luteranos fugiram, ou então foram batizados à força. Enquanto isso, as autoridades alemãs cercavam Munster. Entre 1534 e 1535, a cidade foi atacada diversas vezes. Convencido de sua invulnerabilidade, Matthys fez uma saída contra os sitiadores e pereceu em agosto de 1534. João de Leyden então em pouco tempo, destruiu o simulacro de poder colegiado que Matthys havia mantido sob a forma de Conselho Municipal, se fez coroar rei, via-se como o predestinado por Deus a reinar sobre a Terra e se fez investir Juiz Supremo, com autoridade absoluta em todos os assuntos públicos e privados, espirituais y materiais, assim com o poder de vida e morte sobre todos os cidadãos. Resistiu seis meses. Enquanto isso a corte seguia comendo e bebendo, e toda a cidade de Munster ia perecendo de inanição. Porém os cidadãos desesperados abriram as portas da cidade aos sitiadores na noite de 24 de Julho de 1535. A cidade foi invadida e João de Leyden foi preso numa jaula de ferro, sendo então torturado com ferros em brasa até quase a morte. Finalmente o golpe de misericórdia foi uma faca em brasa enfiada no coração. Em outras cidades e nações os batistas sofreram duras perseguições dos luteranos, presbiterianos, e também dos católicos romanos: foram torturados, queimados e afogados a ponto de cederem em muitos pontos para não serem exterminados como os albigenses, conseguindo manter apenas o batismo de adultos e a não aceitação de religião oficial do governo. A única denominação evangélica surgida juntamente com as duas outras no tempo da Reforma que ousou adotar a poligamia foi a batista. O seu bispo geral João de Leyden (Jan Bockelson), na cidade Munster na Alemanha além de sua primeira esposa Divara teve outras dezesseis. Filho de um comerciante de Leiden, era alfaiate antes de se juntar ao movimento holandês radical de anabatistas como um discípulo de Matthys. Em 1533 os dois como pregadores anabatistas planejaram uma revolta civil contra as autoridades religiosas em Munster, na Alemanha. Foram recebidos como messias de Deus e proclamaram a cidade como a Nova Jerusalém. Mas pecaram contra o direito de propriedade individual. Qualquer bem deixou de existir. Dinheiro, jóias e bens de valor foram entregues aos chefes. Tudo se tornou coletivo. Pecaram também contra a liberdade de pensamento. Todos os livros, exceto a Bíblia, foram queimados. Os católicos e luteranos fugiram, ou então foram batizados à força. Enquanto isso, as autoridades alemãs cercavam Munster. Entre 1534 e 1535, a cidade foi atacada diversas vezes. Convencido de sua invulnerabilidade, Matthys fez uma saída contra os sitiadores e pereceu em agosto de 1534. João de Leyden então em pouco tempo, destruiu o simulacro de poder colegiado que Matthys havia mantido sob a forma de Conselho Municipal, se fez coroar rei, via-se como o predestinado por Deus a reinar sobre a Terra e se fez investir Juiz Supremo, com autoridade absoluta em todos os assuntos públicos e privados, espirituais y materiais, assim com o poder de vida e morte sobre todos os cidadãos. Resistiu seis meses. Enquanto isso a corte seguia comendo e bebendo, e toda a cidade de Munster ia perecendo de inanição. Porém os cidadãos desesperados abriram as portas da cidade aos sitiadores na noite de 24 de Julho de 1535. A cidade foi invadida e João de Leyden foi preso numa jaula de ferro, sendo então torturado com ferros em brasa até quase a morte. Finalmente o golpe de misericórdia foi uma faca em brasa enfiada no coração. Em outras cidades e nações os batistas sofreram duras perseguições dos luteranos, presbiterianos, e também dos católicos romanos: foram torturados, queimados e afogados a ponto de cederem em muitos pontos para não serem exterminados como os albigenses, conseguindo manter apenas o batismo de adultos e a não aceitação de religião oficial do governo.
Uma esposa pode considerar as outras como irmãs e podem viver muito bem
Porém por causa da dureza do coração de algumas mulheres nós explicamos porque a poligamia é um direito natural. O instinto sexual e a função de reprodução diferem entre o macho e a fêmea. Podendo o homem ter muitos filhos em um ano e a mulher apenas um, Deus colocou no homem o instinto da poligamia. Se no mundo houvesse um só homem e muitas mulheres, ele ficaria esperando um ano para ter outro filho com a mesma mulher? Poderia morrer durante esta espera. Portanto a poligamia é uma lei biológica necessária para perpetuação da espécie. Portanto este direito por ser natural deve constar em todas legislações mesmo que por acaso não venha ser praticado por ninguém. E como tal, para Deus não estar pecando não poderia faltar na lei de Deus revelada a Moisés. Se a poligamia não fosse direito, Jesus não se faria representar numa parábola como um homem de dez mulheres (Mat 25:1-13), nem o próprio Deus se passaria como um homem de duas mulheres: uma que representava o reino de Judá, e a outra era o reino de Israel (Eze 23:1-4), e Deus em não teria dito que "Sete mulheres naquele dia lançarão mão de um só homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos de nossos vestidos; tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio" (Isaías 4:1). A diferença de sexos foi criada para perpetuação da espécie humana. Se o homossexualismo, o casamento de indivíduos do mesmo sexo, é condenado porque não gera filhos, a poligamia é o direito mais indicado porque o homem polígamo pode gerar mais filhos por ano que o homem casado com uma só mulher. Assim como o patrão pode ter muitos empregados, o comerciante muitos fregueses, o artista muitos espectadores, o professor muitos alunos, assim também o marido pode ter várias esposa. São bens coletivos para os empregados, os fregueses, os espectadores, os alunos, e as esposas. Em todo relacionamento um dos elementos é único e o outro multiplicável: tronco e os galhos, o bule e as xícaras, o marido e as esposas. Proibir um homem de ter mais de uma mulher é como proibir um pai atender outras filhas, proibir uma mulher de ser mais outra de um homem casado é como impedir outras irmãs serem atendidas pelo mesmo pai. Tudo pode ser aceito sem prejuízo algum tanto no caso de filhas como de esposas para o bem de todos. É uma questão de costume. Uma esposa pode considerar as outras como irmãs e podem viver muito bem cada uma cooperando com as outras.
terça-feira, 1 de julho de 2008
É Possivel Amar duas Pessoas ao Mesmo Tempo ?
POLIGAMIA
Passemos agora para a importante questão que é a poligamia.
A poligamia é uma prática muito antiga, encontrada em muitas sociedades humanas. A Bíblia não condenou a poligamia. Pelo contrário, o Velho Testamento e os escritos rabínicos freqüentemente atestam a legalidade da poligamia. Dizem que o Rei Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas (Reis 11:3). Também o Rei Davi teve muitas esposas e concubinas (2 Samuel 5:13). O Velho Testamento tem algumas injunções em como distribuir a propriedade de um homem entre seus filhos de diferentes mulheres (Deuteronômio 22:7). A única restrição com relação à poligamia é a proibição de tomar uma irmã da esposa como uma esposa rival (Levítico 18:18). O Talmud aconselha a um máximo de 4 esposas Os judeus europeus continuaram a praticar a poligamia até o século XVI.Os judeus orientais praticavam a poligamia regularmente até a chegada a Israel, onde ela foi proibida por lei. Contudo, na lei religiosa, que sobrepuja a lei civil em tais casos, a poligamia é permitida .E com relação ao Novo Testamento? De acordo com o padre Eugene Hilman, em seu penetrante livro, a poligamia é reconsiderada, "Em parte alguma do Novo Testamento há uma orientação expressa de que o casamento deve ser monogâmico ou qualquer orientação que proíba a poligamia". Além disso, Jesus não falou contra a poligamia, embora ela fosse praticada pelos judeus de sua época. O padre Hilman chama a atenção para o fato de que a Igreja de Roma proibiu a poligamia, a fim de se adequar à cultura Greco-romana (que prescrevia somente uma esposa legal, enquanto que tolerava o concubinato e a prostituição). Ele citou Santo Agostinho, "Agora, em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar uma outra esposa" . As igrejas africanas e os cristãos africanos muitas vezes lembram a seus irmãos europeus que a proibição da poligamia é mais uma tradição cultural do que uma autêntica injunção cristã.Em muitas sociedades humanas, as mulheres superam os homens em quantidade. Em um país como a Guiné, há 122 mulheres para cada 100 homens. Na Tanzânia, há 95,1 homens para 100 mulheres . O que uma sociedade deve fazer para resolver esse desequilíbrio? Existem várias soluções, e alguns podem sugerir o celibato, outros preferem o infanticídio feminino (que ainda acontece no mundo de hoje em alguns lugares). Outros, ainda, podem achar que a única saída é a sociedade tolerar todas as formas de permissividade sexual: prostituição, sexo fora do casamento, homossexualismo, etc. Para outras sociedades, como a maior parte das sociedades africanas de hoje, a saída mais honrosa é permitir o casamento poligâmico, como uma instituição culturalmente aceita e socialmente respeitada. A questão, que é muitas vezes incompreendida no ocidente, é que muitas mulheres de outras culturas necessariamente não vêm a poligamia como um sinal de degradação da mulher. Por exemplo, muitas jovens noivas africanas, sejam cristãs ou muçulmanas, prefeririam se casar com um homem casado, que tenha provado a ele mesmo, ser um marido responsável.. Muitas esposas africanas persuadem seus maridos a tomar uma segunda esposa e assim eles não se sentem sozinhos . Uma pesquisa realizada na segunda maior cidade da Nigéria com 600 mulheres, com idades entre 15 e 59 anos, mostrou que 60% dessas mulheres não se importariam que seus maridos tivessem uma outra esposa. Somente 23% expressaram raiva ante a idéia de dividirem seus maridos com outras mulheres. 76% das mulheres que se manifestaram numa pesquisa realizada no Quênia, viram a poligamia positivamente. Em outra pesquisa realizada no campo, 25 de 27 mulheres consideraram a poligamia melhor do que a monogamia.Estas mulheres sentiram que a poligamia pode ser uma experiência feliz e benéfica se as co-esposas cooperarem umas com as outras . A poligamia, na maior parte das sociedades africanas é uma instituição tão respeitada, que algumas igrejas protestantes começaram a tolerá-la, "Embora a monogamia possa ser ideal para a expressão do amor entre o marido e a esposa, a igreja deve considerar que em certas culturas a poligamia é socialmente aceitável e que a crença de que a poligamia é contrária ao cristianismo não se sustenta por muito tempo". Depois de um cuidadoso estudo sobre a poligamia africana, o Reverendo David Gitari, da Igreja Anglicana, concluiu que a poligamia, como idealmente praticada, é mais cristã do que o divórcio e o novo casamento, porque há uma preocupação com as esposas e crianças abandonadas. Eu pessoalmente conheço algumas esposas africanas, finamente educadas, que apesar de terem vivido no Ocidente por muitos anos, não fazem qualquer objeção à poligamia. Uma delas, que mora nos USA, solenemente estimula seu marido a tomar uma segunda esposa para ajudá-la na criação das crianças. ( extraido )
Passemos agora para a importante questão que é a poligamia.
A poligamia é uma prática muito antiga, encontrada em muitas sociedades humanas. A Bíblia não condenou a poligamia. Pelo contrário, o Velho Testamento e os escritos rabínicos freqüentemente atestam a legalidade da poligamia. Dizem que o Rei Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas (Reis 11:3). Também o Rei Davi teve muitas esposas e concubinas (2 Samuel 5:13). O Velho Testamento tem algumas injunções em como distribuir a propriedade de um homem entre seus filhos de diferentes mulheres (Deuteronômio 22:7). A única restrição com relação à poligamia é a proibição de tomar uma irmã da esposa como uma esposa rival (Levítico 18:18). O Talmud aconselha a um máximo de 4 esposas Os judeus europeus continuaram a praticar a poligamia até o século XVI.Os judeus orientais praticavam a poligamia regularmente até a chegada a Israel, onde ela foi proibida por lei. Contudo, na lei religiosa, que sobrepuja a lei civil em tais casos, a poligamia é permitida .E com relação ao Novo Testamento? De acordo com o padre Eugene Hilman, em seu penetrante livro, a poligamia é reconsiderada, "Em parte alguma do Novo Testamento há uma orientação expressa de que o casamento deve ser monogâmico ou qualquer orientação que proíba a poligamia". Além disso, Jesus não falou contra a poligamia, embora ela fosse praticada pelos judeus de sua época. O padre Hilman chama a atenção para o fato de que a Igreja de Roma proibiu a poligamia, a fim de se adequar à cultura Greco-romana (que prescrevia somente uma esposa legal, enquanto que tolerava o concubinato e a prostituição). Ele citou Santo Agostinho, "Agora, em nosso tempo, e de acordo com o costume romano, não é mais permitido tomar uma outra esposa" . As igrejas africanas e os cristãos africanos muitas vezes lembram a seus irmãos europeus que a proibição da poligamia é mais uma tradição cultural do que uma autêntica injunção cristã.Em muitas sociedades humanas, as mulheres superam os homens em quantidade. Em um país como a Guiné, há 122 mulheres para cada 100 homens. Na Tanzânia, há 95,1 homens para 100 mulheres . O que uma sociedade deve fazer para resolver esse desequilíbrio? Existem várias soluções, e alguns podem sugerir o celibato, outros preferem o infanticídio feminino (que ainda acontece no mundo de hoje em alguns lugares). Outros, ainda, podem achar que a única saída é a sociedade tolerar todas as formas de permissividade sexual: prostituição, sexo fora do casamento, homossexualismo, etc. Para outras sociedades, como a maior parte das sociedades africanas de hoje, a saída mais honrosa é permitir o casamento poligâmico, como uma instituição culturalmente aceita e socialmente respeitada. A questão, que é muitas vezes incompreendida no ocidente, é que muitas mulheres de outras culturas necessariamente não vêm a poligamia como um sinal de degradação da mulher. Por exemplo, muitas jovens noivas africanas, sejam cristãs ou muçulmanas, prefeririam se casar com um homem casado, que tenha provado a ele mesmo, ser um marido responsável.. Muitas esposas africanas persuadem seus maridos a tomar uma segunda esposa e assim eles não se sentem sozinhos . Uma pesquisa realizada na segunda maior cidade da Nigéria com 600 mulheres, com idades entre 15 e 59 anos, mostrou que 60% dessas mulheres não se importariam que seus maridos tivessem uma outra esposa. Somente 23% expressaram raiva ante a idéia de dividirem seus maridos com outras mulheres. 76% das mulheres que se manifestaram numa pesquisa realizada no Quênia, viram a poligamia positivamente. Em outra pesquisa realizada no campo, 25 de 27 mulheres consideraram a poligamia melhor do que a monogamia.Estas mulheres sentiram que a poligamia pode ser uma experiência feliz e benéfica se as co-esposas cooperarem umas com as outras . A poligamia, na maior parte das sociedades africanas é uma instituição tão respeitada, que algumas igrejas protestantes começaram a tolerá-la, "Embora a monogamia possa ser ideal para a expressão do amor entre o marido e a esposa, a igreja deve considerar que em certas culturas a poligamia é socialmente aceitável e que a crença de que a poligamia é contrária ao cristianismo não se sustenta por muito tempo". Depois de um cuidadoso estudo sobre a poligamia africana, o Reverendo David Gitari, da Igreja Anglicana, concluiu que a poligamia, como idealmente praticada, é mais cristã do que o divórcio e o novo casamento, porque há uma preocupação com as esposas e crianças abandonadas. Eu pessoalmente conheço algumas esposas africanas, finamente educadas, que apesar de terem vivido no Ocidente por muitos anos, não fazem qualquer objeção à poligamia. Uma delas, que mora nos USA, solenemente estimula seu marido a tomar uma segunda esposa para ajudá-la na criação das crianças. ( extraido )
